Uma parada na Vida.
Há momentos na vida em que nada dá certo. O trabalho já não satisfaz, o convívio com nossas relações mais próximas anda tumultuado, o entendimento com nossos filhos ou pais é quase ou totalmente inexistente, a conta bancária não sai do vermelho, doenças começam a aparecer...
Então, como disse um querido amigo meu, começamos a “andar como baratas tontas”, meio que sobrevivendo em meio a tantos problemas.
Nestes períodos (e é importante lembrar que momentos assim acontecem com qualquer pessoa, independente de classe social ou nível cultural), o melhor a fazer é presentear-se com uma parada na vida, para que possamos meditar sobre algumas atitudes que estamos tendo no dia-a-dia. Parada na vida significa literalmente isolar-se: do mundo, das pessoas, dos problemas e até mesmo, se possível, de alguns tipos de alimentos e bebidas!
Várias religiões, doutrinas e filosofias recomendam e adotam esta postura, a do isolamento para encontrar respostas em si próprio para os problemas que nos envolvem: monastérios budistas, retiros católicos e evangélicos, moradas do silêncio dos rosa cruzes, busca da visão dos índios nativos americanos e tantos outros. O próprio Jesus isolou-se por 40 dias no deserto, não?
É bem certo que muitos diriam “Ah, se eu pudesse!”, lembrando que assumiram o “dever” de preparar o almoço de todos os dias, de lavar as roupas, de honrar com os horários que o trabalho impõe, de cuidar dos outros, dos outros, dos outros... Mas pensemos juntos: muitas vezes acabamos por encontrar este tempo necessário para uma reflexão mais profunda de nossas atitudes somente quando a vida nos impõe uma internação no hospital, já muito doentes. Quantos, neste ponto e já arrependidos, percebem que poderiam realmente ter parado e tomado atitudes diferentes? Entendo que prevenir é muito mais fácil, barato e menos traumático do que remediar.... E, se analisarmos real e profundamente, remediamos MUITO em nosso dia-a-dia....
Desta forma, depois de tantas festas regadas a agressões ao nosso corpo e espírito, pensemos na possibilidade de um fim-de-semana em lugares mais afastados, isolados mesmo, que nos permita uma intuição mais profunda e sem a interferência do som da TV, rádio, fones de ouvido e alimentação desregrada. Somente a Mãe-natureza, através do som do vento, de uma cachoeira ou rio, do calor do sol, o brilho das estrelas ou da lua cheia, nos emprestar um pouco mais de sabedoria para sabermos tomar a medida certa, na hora certa e assim, desfrutarmos de resultados melhores e mais prazerosos em todos os movimentos de nossas vidas!
Pensemos nisso e Sejamos felizes.
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