Leite: Realmente benéfico?
Atualmente, com a evolução da ciência e de outros campos importantes a toda a sociedade, muitos sistemas e diversas crenças estão sendo reavaliados. Na área da saúde, muitos tratamentos ou métodos alimentares antes tidos como convencionais e seguros, já são vistos como desnecessários e até agressivos.
Uma das questões mais polêmicas é o consumo do leite e derivados. Para muitos profissionais da saúde, o leite e seus derivados ainda são tidos como uma das melhores fontes de cálcio, elemento necessário para a recuperação de casos degenerativos como osteoporose, artrose e outros.
Contudo, pesquisas recentes indicam que o cálcio secundário (animal), contido no leite e seus derivados e o cálcio terciário (sintético) não são assimilados de uma maneira tão efetiva quanto se acreditava, deixando muito a desejar em relação ao cálcio primário (que provém das sementes, folhas verdes e dos legumes crus) que seria muito melhor aproveitado pelo organismo, adequando-se mais perfeitamente ao metabolismo humano.
E não é só isso. Pesquisas realizadas nos Estados Unidos e Europa que estudam a incompatibilidade do leite de outras espécies quando ingerido pelo homem, mostram que esta classe de alimento apresenta algumas substâncias agressivas em quantidades excessivas podendo, com o uso contínuo, gerar doenças graves como bronquite e asma, artrite, reumatismo, bursite, gota, etc. O motivo disto seria o acúmulo nas articulações, cavidades e mucosas de uma substância chamada “muco”, que com o passar dos anos iria cristalizando-se e causando dores articulares intensas, crises de congestão nasal (rinite ou sinusite), caspa e oleosidade excessiva no couro cabeludo, além de uma espécie de corrimento vaginal esbranquiçado e sem odor. Segundo os pesquisadores, o corpo humano estaria expelindo este excesso de muco através dos orifícios, pele e extremidades.
Fato comprovado ou não, o que se vê é que as pessoas que resolvem optar por diminuir consideravelmente a utilização do leite animal e seus derivados apresentam de início uma melhora realmente efetiva nos problemas respiratórios. No entendimento da medicina natural, uma das primeiras providências adotadas no tratamento de osteoporose, reumatismo e males respiratórios é justamente a não ingestão temporária de laticínios, para que, junto de produtos que efetuem uma desintoxicação geral no organismo e o consumo de fontes vegetais de cálcio, se possa reverter a situação (de uma maneira lenta e gradual sim, mas efetiva!).
As maiores fontes de cálcio primário (vegetal) são as sementes de gergelim, dolomita, castanhas, couve e brócolis. Só para ter-se uma idéia, nas sementes de gergelim encontramos aproximadamente 4 vezes mais cálcio que no leite de vaca!!! E o melhor: nosso organismo aproveita praticamente todo ele, sem efeitos secundários agressivos, como ocorre com os laticínios. Em clínicas de tratamento natural, são produtos que são usados há muito, proporcionando a reposição de massa óssea em tratamentos de osteoporose e demais doenças degenerativas do sistema estrutural, indo em contra aos diagnósticos antes tidos como “incuráveis”.
Em todos os casos, vale pensar: na natureza, o único mamífero que se alimenta de leite após o surgimento de todos os dentes é o ser humano. Será que isto é natural? Sejamos felizes.
Tabela comparativa da quantidade de cálcio em alguns alimentos:
- Leite Integral: 200ml (1 copo) - 246mg
- Leite desnatado: 200ml (1 copo) - 246mg
- Queijo minas: 50g (2 fatias) - 341mg
- Couve (cozida): 50g (4 colheres) - 102mg
- Brócolis (cozida): 50g (4 colheres) - 60mg
- Amêndoas: 50g (2 colheres) - 500mg
- Sementes de gergelim: 50g (2 colheres) - 205mg
- Sementes de girassol: 50g (3 colheres) - 800mg