sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Colesterol “alto”!

Quem é que nunca ouviu falar nisto?
Pois muito bem. Vamos falar sobre este problema que está envolvendo cada vez mais e mais pessoas em todas as regiões do mundo ocidentalizado. Na verdade, o colesterol em si não é o verdadeiro vilão; acontece que o estilo de vida que levamos contribui para que os níveis desta substância estejam acima das taxas normais, contribuindo para a formação de placas de gorduras que se fixam dentro das artérias e veias, provocando as graves doenças cardiovasculares.
E o que poderíamos fazer para que estes níveis voltem aos índices normais? Bem, acredito que seria importante entendermos como funciona o processo, porque se percebe que apenas diminuir o consumo de alimentos ricos em gorduras e o uso de medicamentos não é o suficiente! Quando recebemos o resultado dos exames de sangue, lá constam geralmente, 4 índices: o VLDL, o LDL, os TRIGLICÉRIDES, e o HDL. Quando a pessoa apresenta níveis altos de colesterol, um destes três primeiros índices (ou os três), está acima das taxas referenciais e o HDL (o colesterol “bom”), provavelmente, estará abaixo dos seus níveis normais. Aí é que está a questão!
O HDL deve estar sempre em níveis equilibrados, pois é ele que transporta a gordura mais “pesada” de volta para o fígado, onde irá se transformar em bile, ou para os intestinos, aonde as fibras irão se encarregar de transportar estas gorduras para as fezes.
Como aproximadamente 70% do colesterol total são produzidos no próprio fígado, uma simples mudança nos hábitos alimentares irá ajudar muito pouco; é preciso aumentar os índices de HDL para que este atue como um “transportador”, levando os “maus colesteróis” para os intestinos e daí, com o auxílio das fibras, para fora do corpo junto das fezes.

Como fazer isto? Bom, são necessários dois fatores para que os níveis de HDL aumentem:

  • Exercícios (uma caminhada de 40 minutos, 3x / semana já é o suficiente);
  • Ácido Linolénico, que é uma substância que estimula o organismo a produzir HDL em maior escala (3 castanhas-do-Pará ou 2 nozes ou ainda 1 colher das de sopa de azeite de oliva extra-virgem ao dia, bastam!).

Ao contrário que muitos imaginam, as Castanhas e demais oleaginosas não engordam nem aumentam o colesterol, quando ingeridas em quantidades equilibradas.

Muito bem, chegamos aos intestinos; mas se neste local não estiverem as fibras alimentares, estas substâncias serão reabsorvidas pelas paredes intestinais, retornando assim ao fígado e após para a corrente sanguínea, reiniciando ou agravando o processo de “entupimento” das veias e artérias.

Portanto, não se pode falar em um tratamento realmente efetivo para diminuir o colesterol “ruim” sem citar a necessidade das fibras alimentares, encontradas nos alimentos integrais, vegetais crus, cereais e em quase todos os alimentos naturais.

Dica!!! Pode-se ainda intensificar o tratamento, quer seja natural ou químico, com o uso correto de algumas plantas medicinais cientificamente comprovadas para este fim, como é o caso da Amora-Branca e a Nogueira. Converse com seu Terapeuta e ele lhe indicará a melhor forma de utilizar tais plantas.

Sejamos felizes!